Estivemos no World of Coffee em Bruxelas — e trouxemos conhecimento para a sua chávena
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Entre 25 e 27 de Junho, apanhámos um avião para norte. O destino era o World of Coffee 2026, o maior evento europeu de café de especialidade, que este ano se realizou pela primeira vez na Bélgica, no Brussels Expo. Fomos aprender — e voltámos com a mala cheia de ideias para partilhar consigo.

World of Coffee 2026.
Porque é que fomos
O World of Coffee é organizado pela Specialty Coffee Association (SCA), a mesma entidade cujas normas guiam a forma como seleccionamos e avaliamos o nosso café. Durante três dias, produtores, importadores, torradores, baristas e cientistas do café de todo o mundo reúnem-se no mesmo espaço. Para uma torrefacção como a nossa, é a oportunidade do ano para provar origens novas, ver equipamento de perto e, sobretudo, actualizar conhecimento na fonte.
Não fomos passear. Fomos com um plano: assistir a conferências e workshops, provar muito café em prova cega e trazer para Costa de Caparica aquilo que faz a diferença na sua chávena. A precisão, o conhecimento e a transparência não são só palavras no nosso site — são o motivo pelo qual investimos tempo e viagem em eventos como este.
A escala do evento
O Brussels Expo transformou-se numa cidade do café. Corredores infindáveis de torradores e produtores, salas de prova a funcionar de manhã à tarde, uma zona dedicada ao café verde onde se encontram directamente os produtores, e um palco de conferências sempre cheio. Ao mesmo tempo, decorriam os campeonatos mundiais — o World Brewers Cup, o World Coffee Roasting Championship e o Coffee in Good Spirits —, onde os melhores profissionais do planeta mostram até onde se pode levar cada detalhe.

Um dos Halls em plena actividade.
As conferências: ciência que chega à chávena
A série de conferências da SCA é onde a investigação mais recente do café é apresentada. Foi aqui que passámos boa parte do tempo, e alguns temas ligam-se directamente ao que já temos escrito para si:
· Água. O evento teve como patrocinador de acolhimento uma marca especializada em tratamento de água — não por acaso. Ouvir falar de dureza, alcalinidade e do seu efeito na extracção confirmou o que defendemos: a água é metade da chávena. Se ainda não leu, o nosso artigo sobre água para café explica porquê.
· Origem e clima. Várias sessões abordaram como as alterações climáticas estão a mudar as colheitas na América Central e em África, e o que isso significa para o preço e a disponibilidade das origens que gostamos de trazer.
· Torra e medição. Discussões sobre desenvolvimento da torra e controlo de qualidade reforçaram a nossa disciplina de medir cor e TDS em cada lote.
Os workshops: aprender com as mãos
Se as conferências alimentam a cabeça, os workshops treinam as mãos e o palato. Participámos em sessões práticas focadas em prova sensorial e em técnicas de preparação. Calibrar o palato ao lado de profissionais de vários países é das formas mais rápidas de melhorar — obriga-nos a nomear com precisão o que sentimos na chávena, dos ácidos frutados à doçura de caramelo.
O que isto lhe traz: uma selecção mais rigorosa. Quanto melhor treinado o nosso palato, melhor a nossa escolha de grão verde e mais afinados os nossos perfis de torra. É um investimento que acaba, literalmente, dentro do seu saco de café.
Uma das Lectures.
O café verde: conhecer quem produz
Uma das partes mais valiosas do evento é a zona de ligação ao café verde, onde os produtores apresentam as suas colheitas directamente aos torradores. Provámos dezenas de amostras de várias origens e processos — lavados cristalinos, naturais intensos, honeys equilibrados. É aqui que começam as relações que, meses mais tarde, se tornam num novo café na nossa prateleira. Se lhe interessa perceber o que distingue estes processos, escrevemos sobre isso no artigo dedicado aos processos do café verde.

Vários produtores a dar a provar os seus cafés
O que trazemos para Costa da Caparica
Um evento destes só vale a pena se sair do recinto e chegar à sua chávena. Estas são as três coisas concretas que trazemos:
· Palato mais afinado para seleccionar e provar cada lote com ainda mais critério.
· Ideias novas de origem e processo de produtores que conhecemos pessoalmente, com a transparência que valorizamos.
· Confirmação do método — a ciência apresentada valida a nossa aposta na medição de água, cor de torra e TDS. Continuamos no caminho certo, agora com mais argumentos.
Perguntas frequentes
O que é o World of Coffee?
É o principal evento europeu de café de especialidade, organizado pela Specialty Coffee Association. Reúne produtores, torradores, baristas e cientistas do café durante três dias, com conferências, workshops, salas de prova e os campeonatos mundiais. Em 2026 realizou-se em Bruxelas, na Bélgica, de 25 a 27 de junho.
Porque é que uma torradora vai a um evento destes?
Para provar origens novas directamente com os produtores, actualizar conhecimento com a investigação mais recente e treinar o palato ao lado de profissionais de todo o mundo. Tudo isto melhora a selecção do grão e os perfis de torra — e chega, no fim, à chávena do cliente.
O que é que a Asante trouxe do evento para os clientes?
Um palato mais bem calibrado para escolher cada lote, novas ligações a produtores de origens e processos interessantes, e a confirmação científica da nossa disciplina de medir água, cor de torra e TDS em cada torra.
A visão Asante
Podíamos ter ficado só a torrar. Mas acreditamos que o conhecimento é um dos nossos valores fundadores — e que ele não se estagna. Viajar até Bruxelas, ouvir a ciência mais recente, provar às cegas ao lado dos melhores e apertar a mão a quem cultiva o café são formas de honrar a promessa que fazemos em cada saco. Investimos na arte, incluindo a arte de continuar a aprender, para que possa saborear o resultado perfeito.